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Educação ambiental com agricultores familiares – parte 8

Os encontros com os agricultores são fundamentais. Incialmente, ao longo de dois anos, encontramos os agricultores nos locais de produção para informá-los sobre as propriedades e os riscos do uso dos agrotóxicos. Após esse período de familiarização, realizamos encontros com toda a comunidade reunida. Nestes, procuramos a interação entre os membros do Laboratório e os produtores rurais na constituição de conhecimentos diante das situações de vulnerabilidade.

Um dos primeiros encontros ocorreu em um espaço comunitário do distrito. Como havíamos percebido que os agricultores possuíam pouco conhecimento sobre as informações básicas, retomamo-las com novas abordagens. Essa aproximação com o grupo possibilitou a percepção de dificuldades comuns na interpretação dos pictogramas de riscos, nas formas seguras de manuseamento dos produtos, na escolha de equipamentos de proteção adequados e em outras necessidades para o trabalho no campo.

Esses agricultores possuem uma experiência tácita sobre as atividades que realizam. Passadas as resistências iniciais, houve uma troca de saberes em que estudantes e produtores rurais compartilharam aquilo que não era conhecido pelo outro. Nesse âmbito, destacamos a dimensão da educação ambiental, na qual todos são atores em um mesmo processo de formação.

As percepções sobre o envolvimento no encontro, com a exposição das experiências vivenciadas na aplicação dos agrotóxicos, os relatos de casos de intoxicação, a explicitação de dúvidas, a atenção e a atribuição de valor às informações veiculadas, tudo isso remete ao princípio de um processo de empoderamento dos agricultores pela educação ambiental crítica.

No decorrer dos encontros, houve um aumento no interesse por novas informações, bem como de preocupações com a segurança e solicitações de orientação para a constituição de práticas mais seguras.

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